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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


Quando se estende uma mão
Se estende também uma faca
A confiança e o desespero ficam em desordem
Sobre um fato de tortura mental a qual não vê a hora de sair
Seus status mudam
Sua vida volta às alturas
Está com sucesso
Está no topo do mundo
E de repente
Começa a cair
Não é uma queda livre
Como muitos dizem
É uma queda pior
Degrau a degrau
Sentindo a dor de quem te empurra
Rumo a um lado que um dia foi uma dor profunda
Porem
Muito pior
Suas lágrimas já nem sabem se escorrem
Por que o tempo implica em não deixar você pensar
Se quer respirar
Você apenas é empurrado e empurrado novamente
Caindo a cada degrau
Perdendo uma chama ascendente
Apenas o frio começando a cobrir o corpo
O arder dos machucados e das feridas
De cada tombo ou empurrão
De cada desgosto
E você apenas pensa
Aonde errei
Aonde cometi tal erro
E descobre o enrosco
Você estava morto antes de partir
Pois se a mão que te resgata te puxa junto com um punhal
Mesmo a sorrir
Ela já te matou
Você já sangrava e deixava os rastros de seu caminho quando foi a subir
Lá encima não percebia
Mas sua pele já estava fraca
Você já tinha caído
Antes mesmo de cair...
Não se trata de amigo ou inimigo
Se trata de saber onde está a ir
Não se esqueça
Não é por que recebe de mão grata
Que em outra mão
O punhal não possa vir

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